Dezembro 12, 2025
GREVE GERAL: MUITOS JORNALISTAS PODERIAM SER SÓ “DISPENSADOS”
A ProPress-Associação Portuguesa de Jornalistas solidarizou-se com a greve geral decretada pelas duas centrais sindicais portuguesas. O protesto considerado por um ministro da nação como “inexpressivo”.
Alguns jornalistas marcaram presença nas manifestações e concentrações e muitos mais usaram o seu direito de greve. Vem-lhe do seu direito ao trabalho.
O protesto justificava uma atitude firme. Contra a precariedade eterna, contra a prepotência, a favor das empresas e dos trabalhadores. Sim, a favor das empresas, da sua competitividade e produtividade, que se conseguem com participação no processo produtivo, mas também na riqueza produzida. A favor dos trabalhadores que precisam de saber mais, de pensar melhor e de executar com mais eficiência, mas para isso precisam de ter vida para além do trabalho, equilíbrio mental e físico e saúde.
A pretensa revisão do código laboral é tudo o que o desenvolvimento social não precisa porque o regresso ao passado levará ao retrocesso na tal produtividade que parece ser o principal problema da economia. Nas galés, o escravo só rema o estritamente necessário para para evitar o chicote.
Registamos que também nesta greve geral, há jornalistas que não puderam aderir à greve por não poderem prescindir de um dia de salário. Há jornalistas que não fizeram greve por serem tão precários que correriam o risco de ser dispensados dos seus postos de trabalho por se atreverem a protestar. Seriam DISPENSADOS porque nem despedidos poderiam ser, de tão precários que são.
Quanto mais não fosse por eles e pelos que hão-se ser jornalistas, a greve “inexpressiva” teve, afinal, muita expressão.
Partilhar artigo: