Fevereiro 11, 2025
NASCEU e fica para a história
A ProPress – Associação Portuguesa de Jornalistas nasceu a 24 de outubro de 2024. Mas, antes do assento na Conservatória do Registo Comercial de Coimbra, há quase dois anos de história(s) que ajudam a perceber o que justificou a criação de uma nova via para defesa do Jornalismo e dos Jornalistas.
No início de 2023, um grupo de jornalistas de Coimbra iniciou um movimento nacional de protesto pelo custo dos emolumentos da carteira profissional. Em poucos dias, o grupo de jornalistas do WhatsApp aproximou-se do máximo de lotação de um milhar de participantes.
Rapidamente se percebeu que o descontentamento não era apenas pelo custo do processo de renovação do certificado legal para exercício profissional, mas pela insuficiente resposta à grave crise do jornalismo e dos jornalistas.
Em Coimbra, este movimento liderou a participação na greve nacional de 14 de março de 2024 e a manifestação inédita de jornalistas, professores e estudantes de jornalismo, e também ex-jornalistas.
Seguiram-se reuniões na Lousã e em Coimbra, culminando com uma assembleia, a 25 de setembro, que declarou vontade unânime de iniciar o processo de instalação de uma associação portuguesa de jornalistas, capaz de participar e desafiar os profissionais que (ainda) resistem a participar na construção de respostas à crise da comunicação social e, consequentemente, do jornalismo. Para dar voz a todos os profissionais e não apenas aos que o têm feito, beneficiados pelas proximidades territoriais e outras dos centros de decisão.
Independente do campo sindical e institucional existente, essa associação deveria ser uma organização agregadora, de âmbito nacional, independente, com capacidade de desafiar os profissionais e as comunidades onde trabalham:
a) através do estudo de situação (quem são os jornalistas; onde e como trabalham; que dificuldades, limitações, ou virtualidades e oportunidades têm; como se preparam para os novos media digitais; como o sistema democrático garante ou não a sua função de escrutínio dos poderes e o seu papel de voz dos que não têm voz; como veem o seu próprio futuro);
b) com promoção e realização de iniciativas de divulgação, formação e intervenção nos domínios da ética e deontologia;
c) através do ensaio e experimentação/validação de novos produtos de jornalismo feito por jornalistas, com capacidade de acelerar a transição digital da comunicação social sustentável mas que respeite os valores da profissão;
d) com iniciativas e desafios ao estudo, discussão e concretização de propostas legislativas, no sentido de clarificar, reconhecer e garantir o jornalismo como essencial à democracia;
e) mantendo um espírito de encontro, convívio, ousadia e motivação entre os pares.
A 24 de outubro de 2024 nasceu oficialmente a ProPress – Associação Portuguesa de Jornalistas, Pessoa Coletiva 518417620.
Consulte aqui os estatutos.
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